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Sobre caso repercutido nas redes sociais
Como prefeita deste município e em respeito a toda a população duartinense, venho me pronunciar sobre os últimos acontecimentos que foram expostos, até mesmo de maneira imprudente, nas redes sociais.
Em primeiro lugar, repudio a forma como tudo foi exposto nos perfis particulares dos responsáveis pela divulgação, já que crimes de natureza sexual, na esfera judicial, correm em segredo de justiça, justamente para preservar os interesses das partes envolvidas, seja em relação à sua intimidade, seja em relação a qualquer dano psicológico que possa vir a ser configurado em razão dessa exposição.
Eu, como mulher, vejo com muita aversão o fato de que os envolvidos na divulgação estejam utilizando um falso discurso de acolhimento da suposta vítima para, no fim, camuflar o real interesse com a exposição dos fatos: a repercussão política local.
Dito isso, esclareço que, quando tive conhecimento do ocorrido, tomei todas as condutas necessárias para a apuração dos fatos por quem, perante o Judiciário, seja realmente competente para o julgamento.
Além de orientar sobre as condutas que deveriam ser tomadas para o relato formal às autoridades, também acolhi os envolvidos e prestei toda a minha solidariedade. Isso é incontestável.
A partir daí, aguardei os trâmites judiciais acontecerem e tive, por meio dos envolvidos — pessoas que possuíam acesso a todo o procedimento por serem partes interessadas nas investigações —, a informação sobre o arquivamento do feito.
A Justiça analisou e concluiu que não era caso de instauração de um processo judicial. Quem homologou o arquivamento do inquérito foi o Juízo das Garantias, órgão completamente imparcial, garantido pela Constituição Federal.
Por fim, sobre a minha conduta perante os acontecimentos, é a de estudar a possibilidade de criação de um código de conduta interna, o qual irá ditar todas as diretrizes comportamentais dos servidores, baseado em valores e padrões de comportamento ético esperados de quem exerce uma função pública.
Qualquer possível infrator desses ditames estará passível de punições disciplinares e judiciais, se for provado que deixou de agir com ética e respeito.
Qualquer pessoa, seja um funcionário, seja um cidadão comum, tem a minha total acessibilidade para denúncias e acolhimento, por meio de apoio psicológico.
Encerro meu pronunciamento com a esperança de que as pessoas tomem consciência sobre os danos causados por essa divulgação, no mínimo desnecessária, e respeitem os envolvidos e seus familiares.
Suzy Helena Simão Blagitz Ferraz
Prefeita
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